como um lírico não deve contar e cantar apenas seus sofrimentos, cá estou eu.
hoje foi um dia lindo. tinha tudo para ser um dia ordinário: acordei com sono, fui para a faculdade dormindo, tive uma aula interessante, fiz um trabalho regular, como sempre. a magia começou, então. ela, lógico que ela, tão singela, tão impaciente devido aos hormônios, e ao mesmo tempo tão desejada. o dia foi passando, com um carinho especial não-tão demonstrado, devido ao ambiente em que estávamos.
ela decidiu não pegar carona, andar comigo um pouco até o ônibus. foi aqui que a mágica começou a se expandir e espalhar. cada beijo, cada sorriso, cada abraço que ela me dava naquele caminho tão comum - que quase todos os dias sou obrigado a percorrer - se tornavam mais especiais. quando ela ameaçou chorar, abraçá-la fez com que eu me enchesse de alegria, e dar-lhe beijos e mais beijos e ver aquele lindo, lindíssimo, sorriso desabrochar… não sei dizer. prolonguei mais um pouquinho nosso encontro, subi no ônibus que não iria para onde desejava só para permanecer mais um pouco com ela. aí, os carinhos foram infindos. a magia nos nossos olhos, a alegria na nossa respiração eram tangíveis. e, para finalizar com um momento lindo, no último sinal em que poderíamos parar, ela me abraçou forte, e, baixinho, no meu ouvido, dizia “fecha, fecha, fecha, fecha…!”. não tenho palavras para descrever o quão magnífico foi aquele momento. só sei que quando o sinal novamente abriu, indiferente a tudo isso, dei-lha o último beijo da noite e chorei. chorei sorrindo, por chorava transbordando amor, chorava da saudade que eu iria sentir, da vontade de tê-la do meu lado, para continuarmos abraçados daquele jeito doce e carinhoso. os olhos dela também encheram de lágrimas e eu sabia que ela sentia o mesmo.
naquele momento, tudo se reafirmou. sim, é amor.